Conceitos matemáticos presentes no repertório cultural afrodiaspórico do zambiapunga à luz da etnomodelagem por meio das HQ: possibilidades para o ensino de matemática
Palavras-chave:
Conceitos matemáticos, HQ, etnomodelagemResumo
Os índices avaliativos de matemática no Brasil, mensurados em larga escala em todos os níveis de ensino, seja em dimensão nacional ou internacional, trazem à luz uma preocupação que já paira há tempos: o país não consegue obter um desempenho satisfatório. Um exemplo desse cenário, a nível internacional, é a ocupação da posição 65º em proficiência em matemática dentre 81 países participantes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - Pisa (Inep, 2022). Um dos vários fatores que podem contribuir para o cenário mencionado está relacionado à forma como a matemática é ensinada. Muitas vezes, tendo como alternativa quase única a abordagem expositiva dos objetos do conhecimento. Concentrando em resoluções de listas de exercícios que, normalmente, estão distantes da realidade do educando, produzindo, assim, um conhecimento carente de significado para os mesmos. O que, segundo Skovsmose (2000), refere-se ao paradigma do exercício.
Downloads
Referências
CARVALHO, C. A. Caretas e zambiapungas: a influência centro-africana na cultura do Baixo Sul (BA) e a história da região. 2020. Doutorado pela Universidade de São Paulo.
CORDEIRO, N. J. N.; CARDOZO, D. A.; SILVA, M. N. Histórias em quadrinhos: algumas conexões com a matemática. Revista Educação Matemática em Foco, v. 7, n. 3, p. 110-136, 2018.
EÇA, J. L. M. Formação continuada à luz da Etnomodelagem: implicações para o desenvolvimento profissional do professor que ensina matemática. 2020. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) – Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, 2020.
EÇA, J. L. M.; MADRUGA, Z. E. F. Investigando os saberes matemáticos do Zambiapunga por meio da Etnomatemática: possibilidades de reformulação do modelo hegemônico nos processos de ensino e aprendizagem da matemática. Identidade!, São Leopoldo, v. 28, n. 1, p. 32-57, jan./jun. 2023.
EÇA, J. L. M.; MADRUGA, Z. E. F. Formação e fortalecimento da identidade cultural do zambiapunga à luz da etnomodelagem. CONEDU - Educação e Relações Étnico-Raciais (Vol. 02). Campina Grande: Realize Editora, 2024a.
EÇA, J. L. M.; MADRUGA, Z. E. F. Zambiapunga: um movimento cultural de resistência que anuncia uma epistemologia decolonial. In: Anais do Sétimo Congresso Brasileiro de Etnomatemática. Anais... Macapá(AP) IFAP, 2024b. Disponível em: https://abrir.link/yYTph. Acesso: 12 fev. 2025.
FERNANDES, M. C. R. MBAÉTARACA: uma experiência de educação de jovens quilombolas no município de Nilo Peçanha/BA. 220f. Dissertação de Mestrado em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus I, Salvador, 2013. Disponível em: https://encurtador.com.br/LfwPj. Acesso em: 26 set. 2024.
FERNANDES, M. C. R. De Angola à Nilo Peçanha: Traços da Trajetória Histórica e da Resistência Cultural dos Povos Kongo/Angola na Região do Baixo Sul. 2020. 2022. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Educação e Contemporaneidade) – Departamento de Educação, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2020.
GUIMARÃES, A. A. B. Zambiapunga de Nilo Peçanha: representações no tempo (1940-2002). Graduação pela Universidade do Estado da Bahia, Campus V, Santo Antônio de Jesus, 2003.
MISKULIN, R. G. S.; AMORIM, J. A.; SILVA, M. R. C. Histórias em quadrinhos na aprendizagem de matemática. IX Encontro Gaúcho de Educação Matemática (EGEM), 2006. Disponível em: https://cenfopmatematicasignificativa.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/06/cc45.pdf. Acesso em: 28 mar. 2025.
NACARATO, A. M. Cultura, formaðcäao e desenvolvimento profissional de professores que ensinam matemática: investigando e teorizando a partir da prática. Musa Editora, 2005.
PEREIRA, A. C. C. A utilização de quadrinhos no ensino da matemática. In: PEREIRA, A. C. C. (Org.). Educação Matemática no Ceará: os caminhos trilhados e as perspectivas. Fortaleza: EdUECE, 2015, p. 31-43.
QUIJANO, A. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In: LANDER, E. (Org.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas Latinoamericanas. Buenos Aires: Clacso, 2005. p. 227-277.
REIS, W. S.; GIRALDO, V. As legislações étnico-raciais de currículo como uma política decolonial de educação. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 8., 2022, Maceió. Anais [...]. Maceió: Editora Realize, 2022. p. 1-12.
SANTAELLA, L. O Que é Semiótica. 9.a ed. São Paulo: Brasiliense, 2002.
SANTOS, N. C. P. Zambiapunga: educação, memória e identidade. Mestrado em Educação pela Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2015. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/18448. Acesso em: 2 fev. 2025.
SKOVSMOSE, O. Cenários para investigação. Bolema: boletim de educação matemática, v. 13, n. 14, p. 66-91, 2000. Disponível em: https://abrir.link/ccvIh. Acesso em: 28 mar. 2025.
VARGAS, T. O conselheiro Zacarias. 2ª ed. – Curitiba: Juruá, 2008.
VERGUEIRO, W. A linguagem dos quadrinhos: uma alfabetização necessária. 2004.
VERGUEIRO, W. Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 4. Ed., 2ª impressão. – São Paulo: Contexto, (coleção como usar na sala de aula). 2014.
Downloads
Publicado
Métricas
Visualizações: 19 PDF downloads: 21
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 José Lucas Matias de Eça

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Este capítulo de livro está sob a Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 4.0 Internacional. É permitido copiar e redistribuir este material em qualquer meio ou formato, desde que sejam atribuídos os devidos créditos, não haja utilização comercial e nenhuma modificação ou criação de obras derivadas a partir deste conteúdo.