Apropriação de práticas de numeramento e concepção social de sujeito em pesquisas de Educação Matemática na EJA
Keywords:
Numeramento, Educação Matemática, EJA, PráticasAbstract
No processo de redemocratização que o Brasil vivenciou, a partir do final dos anos 1980, após amargar 20 anos de ditadura militar, identificou-se a necessidade de rever todo o seu marco legal, o que levou à convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e a promulgação, em 1988, de uma nova Constituição da República Federativa do Brasil (1988). A nova Carta Magna, em diversos campos, mas fortemente no campo da Educação, estabelecia o paradigma da inclusão, em oposição a uma perspectiva de seletividade que vigorava até então, e que restringia o acesso à educação a alguns poucos grupos privilegiados, vedando-o à maioria da população. A mudança, ainda que fomentada pela ação de idealistas comprometidos com a construção de uma nova sociedade e pelo avanço de estudos sociológicos e histórico-culturais, também atendia a novas demandas por mão de obra mais qualificada e pela ampliação do mercado consumidor para novos produtos e serviços, aportadas pelo novo ciclo industrial. Essa confluência de condições históricas, políticas, sociais e econômicas concorreram para que se estabelecesse, na lei brasileira, a universalidade do direito à Educação Escolar não só para crianças e adolescentes, mas também para pessoas jovens, adultas e idosas que não tivessem concluído ou sequer iniciado a Educação escolar (Fundamental, na primeira versão, estendida à toda a Educação Básica, por meio de emendas posteriores) ao longo de sua vida.
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