ERER, BNCC e ensino de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: possibilidades para uma insubordinação criativa

Authors

Keywords:

Insubordinação criativa, Educação Matemática Antirracista, Ensino de Matemática, Anos Iniciais

Abstract

A partir das vivências como docente nos componentes curriculares Fundamentos e Metodologia do Ensino de Matemática e Fundamentos Históricos e Metodológicos da Educação de Negros no Brasil, no curso de licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão, buscamos refletir sobre as possibilidades de articulação entre Educação da Relações Étnico-Raciais (ERER), Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e o ensino de Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (AIEF). As práticas docentes utilizando a História da Matemática, e a Etnomatemática são possibilidades de insubordinação criativa que podem ser utilizadas na formação inicial de professores que ensinarão Matemática, nos AIEF. O percurso metodológico adotado neste trabalho é sustentado por elementos da Investigação da Própria Prática (IPP), subsidiada por Pontes (2002), Lima e Nacarato (2009).  A constatação é de que as contribuições dos povos africanos e afrodiaspóricos no desenvolvimento da Matemática tem sido muito pouco explorada, porém, o ensino de Matemática, numa abordagem da Educação Matemática Antirracista pode ser uma aliada na luta por uma justiça curricular, sustentada pela insubordinação criativa.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Maria do Carmo Alves da Cruz, Universidade Federal do Maranhão

Doutora em Educação em Ciências e Matemática, Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática -REAMEC UFMT, UFPA UEA. Professora do curso de Licenciatura em Pedagogia, e docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Ensino da Educação Básica-PPGEEB, ambos da Universidade Federal do Maranhão, UFMA, São Luís, estado do Maranhão. Filiada à Sociedade Brasileira de Educação Matemática, e Associação Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadoras Negros e Negras, integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiro. Pesquisa Formação de professores que ensinam Matemática, Educação das Relações Étnico-Raciais.

References

ALMEIDA, Sílvio Luiz de. O que é racismo estrutural? Belo Horizonte (MG): Letramento, 2018.

ARROYO, M. Currículo, território em disputa. Petrópolis: Vozes, 2011.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 1996. Disponível em: http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.394-1996?OpenDocument . Acesso em: 3 set. 2024.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 10.639/03, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura AfroBrasileira", e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm . Acesso em: 27 nov. 2024.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Educação é a base. Brasília, DF: MEC/CONSED/UNDIME, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_publicacao.pdf . Acesso em: 23 mar. 2025.

» http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_publicacao.pdf

D'AMBROSIO, BS; LOPES, CE. Insubordinação criativa: um convite à reinvenção do

educador matemático. Bolema, Rio Claro, v. 51, pág. 1-17, 2015.

DANYLUK, O. S. Alfabetização Matemática: a escrita da linguagem matemática no processo de alfabetização. Tese (Doutorado) – Programa de Pós Graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1997.

GILMER, Gloria. Padrões matemáticos em penteados africanos e americanos, 2008. disponível em: https://www.math.buffalo.edu/mad/special/gilmer-gloria_HAIRSTYLES.html Acesso em 04/04/2025.

KAMII, C. A criança e o número: implicações da teoria de Piaget para a atuação junto à escolares de 4 a 6 anos. 4°ed. Campinas: Papirus, 1986.

LIMA, Claudia Neves do Monte Freitas de; NACARATO, Adair Mendes. A investigação da própria prática: mobilização e apropriação de saberes profissionais em Matemática. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 25, n. 2, p. 241-266, ago. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/edur/v25n2/11.pdf . Acesso em: 10 marc. 2025.

NACARATO, Adair Mendes, MENGALI, Brenda Leme da Silva e PASSOS, Carmen Lúcia Brancaglion. A matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: tecendo fios do ensinar e do aprender. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 2009.

ROSA, Katemari Diogo. Negro não tem que falar só sobre raça', defende professora, 2018. Disponível em https://www.uol.com.br/universa/noticias/bbc/2018/05/10/negro-nao-tem-que-falar-so-sobre-raca-defende-professora.htm Acesso em 11/03/25.

PERES, Élida. Simetria nas estamparias brasileira afro-brasileiras: de visualidade à sala de aula. Dissertação de Mestrado em Educação em Ciências e Matemática. Instituto de Educação Matemática e Científica, Universidade Federal do Pará, Belém , 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/bitstream/2011/13929/1/SimetriaEstampariasAfro_Dissertacao.pdf Acesso em: 20 de marc. 2025.

PONTE, João Pedro da. Investigar a nossa prática. In: GTI – Grupo de Trabalho e Investigação (Org). Reflectir e investigar sobre a prática profissional. Portugal: Associação de professores de Matemática, 2002. p. 5-55. Disponível em: <http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/docs-pt/02-Ponte%20(GTI).pdf>. Acesso em 30 marc. 2025.

SACRISTÁN, J. G. Los contenidos como “campo de batalla” del sistema escolar. Cuadernos de Pedagogía, Madrid, n. 447, julio, 2014.

SANTOMÉ, Jurjo Torres. Currículo escolar e justiça social: o cavalo de Tróia da educação. Porto Alegre: Penso, 2013.

SANTOS, Luane Bento dos. Para além da estética: uma abordagem etnomatemática para a cultura de trançar cabelos nos grupos afro-brasileiros. Dissertação de Mestrado em Relações Étnico-raciais. Centro Federal de Educação e Tecnologia Celso Suckson da Fonseca, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=176896 Acesso em: 20 de marc. 2025.

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo Belo Horizonte: Editora Autêntica, 1999, 156 p.

TODAO, J. A origem africana da Matemática. Editora :Ananse 2024, São Paulo/SP, 2024.

TOLEDO, Maria Elena Roman de Oliveira. As estratégias metacognitivas de pensamento e o registro matemático de adultos pouco escolarizados. Tese (Doutorado). Faculdade de Educação, USP, São Paulo, 2003.

VERRANGIA, Douglas; SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. Cidadania, relações étnico-raciais e educação: desafios e potencialidades do ensino de Ciências. Educação e Pesquisa, v. 36, n. 3, p. 705-718, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517- 97022010000300004. Acesso em: 25 mar. 2025.

VIDAL, Julia; ARRUDA, Dyego de Oliveira. Reflexões em torno dos tecidos africanos como instrumentos da luta antirracista. DAPesquisa, Florianópolis, v. 16, p. 01–21, 2021. DOI: 10.5965/1808312915252020e0040. Disponível em: https://www.revistas.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/17644. Acesso em: 4 abr. 2025.

WARSCHAUER, Cecília. Entre na Roda!: Uma metodologia de formação humana da sala de aula ao desenvolvimento organizacional. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017. No prelo.

Published

2025-12-04

Métricas


Visualizações: 22     PDF (Português (Brasil)) downloads: 28

How to Cite

CRUZ, Maria do Carmo Alves da. ERER, BNCC e ensino de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental: possibilidades para uma insubordinação criativa. EditoraSBEM, Brasília, n. 30, p. 80–94, 2025. Disponível em: https://editora.sbembrasil.org.br/index.php/ebooks/article/view/16. Acesso em: 22 mar. 2026.