O lugar da Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas no currículo do curso de Licenciatura em Matemática do Centro de Formação de Professores da UFRB
Palavras-chave:
Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas, EJA, Formação de Professores, UFRBResumo
Comunicar sobre o educando que ocupa as salas de aula da Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas (EPJAI), requer esmero, evitando a reprodução de discursos que inviabilizam e segregam esses sujeitos. Nesse sentido, Arroyo (2001, p. 10) salienta que os atravessamentos sociais, políticos e culturais dos alunos da EPJAI têm enviesado a educação oferecida a esse público, os reconhecendo como “marginais, oprimidos, excluídos”. Dito isso, Quais implicações o não reconhecimento desse público como sujeitos plurais, que carregam uma historicidade e uma ampla bagagem de conhecimentos diversos, podem trazer para o ensino nas salas de aula, especificamente, de matemática? Pensar o sujeito da EPJAI e sua educação é pensar, também, sua identidade, a dimensão humana, as perspectivas e, sobretudo, entender quem são esses sujeitos e quais estratégias pedagógicas deverão ser utilizadas para contemplar suas demandas educacionais. Em concordância com este pensamento, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) estabelece, no art. 37, inciso primeiro, que “Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho [...]”.
Downloads
Referências
AGUIAR, Brunielly Ferreira; SILVA, Leicy Francisca; MEDEIROS Wilton de Araújo. A formação do professor de ciências e biologia para atuar na Educação de Jovens e Adultos: orientações e vivências curriculares na Universidade Estadual de Goiás (UEG). In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 2023, Campina Grande. Anais do XIV ENPEC: Pensar o conhecimento e agir em sociedade. Campina Grande, 2023.
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. O método nas ciências sociais. In: ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. (Orgs.). O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 2002. cap. 6-7, p. 129-178.
ARROYO, Miguel. A Educação de Jovens e Adultos em tempos de exclusão. Alfabetização e Cidadania. São Paulo: Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB), n.11, 2001.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023. Rio de Janeiro, 2002.
BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto Editora, 1984.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996.
BRASIL. Parecer CNE/CEB 11/2000. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação de Jovens e Adultos.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CP nº 2, de 28 de maio de 2015. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2015.
BRZEZINSKI, Iria; GARRIDO, Elsa. Análise dos trabalhos do GT Formação de Professores: o que revelam as pesquisas do período 1992-1998. Revista Brasileira de Educação, n. 18, p. 82-100, 2001.
JANUARIO, Gilberto. Currículos como campo de pesquisa e de prática em Educação Matemática. Ensino em Re-Vista, v. 27, n. 3, p. 780-782, 2020.
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. Em Aberto, v. 5, n. 31, 1986.
MACHADO, Maria Margarida. Formação de professores para EJA: uma perspectiva de mudança. Retratos da Escola, v. 2, n. 2/3, 2008.
MELO, Rayane de Jesus Santos; LIMA, Maria Consuelo Alves. EJA nas licenciaturas em matemática de São Luís (MA): o discurso dos projetos pedagógicos. Interfaces da Educação, v. 10, n. 29, p. 396-422, 2019.
MOURA, Tania Maria de Melo. Formação de educadores de jovens e adultos: realidade, desafios e perspectivas atuais. Práxis Educacional, v. 5, n. 7, p. 45-72, 2009.
SANTOS, Alana Silva dos et al. Inquietações, dificuldades e tomadas de decisão de futuros professores que estagiaram e ensinaram matemática na EJA. Pesquisa e Ensino, v. 2, p. 202114-202114, 2021.
SÁ-SILVA, Jackson Ronie et al. Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas. Revista brasileira de história & ciências sociais, v. 1, n. 1, p. 1-15, 2009.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade. Uma introdução às teorias do currículo, v. 2, p. 53-60, 1999.
SILVA, Everton Vieira da; MARQUES, Jefferson Antônio; SILVA, Antunes Ferreira da. Abordagem da EJA na formação de professores: estudo analítico dos projetos pedagógicos de cursos das licenciaturas do CFP/UFCG. Diversitas Journal, v. 5, n. 4, p. 3103-3119, 2020.
SOARES, Leôncio et al. Formação de educadores de jovens e adultos. 2006.
SOARES, Leôncio José Gomes. O educador de jovens e adultos e sua formação. Educação em Revista, n. 47, p. 83-100, 2008.
SOARES, Leôncio José Gomes; PEDROSO, Ana Paula Ferreira. Formação de educadores na Educação de Jovens e Adultos (EJA): alinhavando contextos e tecendo possibilidades. Educação em revista, v. 32, n. 4, p. 251-268, 2016.
UFRB. Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática. Cruz das Almas: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, 2018.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Educação básica: projeto político pedagógico; Educação superior: projeto político pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 2010.
VENTURA, Jaqueline; BOMFIM, Maria Inês. Formação de professores e educação de jovens e adultos: o formal e o real nas licenciaturas. Educação em revista, v. 31, p. 211-227, 2015.
Downloads
Publicado
Métricas
Visualizações: 22 PDF downloads: 32
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Alana Silva dos Santos, Lilian Aragão da Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Este capítulo de livro está sob a Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 4.0 Internacional. É permitido copiar e redistribuir este material em qualquer meio ou formato, desde que sejam atribuídos os devidos créditos, não haja utilização comercial e nenhuma modificação ou criação de obras derivadas a partir deste conteúdo.